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terça-feira, 15 de janeiro de 2013


5 – VAMPIRISMO
Teorias Proteladoras
Todo o campo da Psicoterapêutica atual está inçado de obstáculos que impedem o avanço dos pesquisadores nas tentativas necessárias de esclarecimento positivo de seus problemas. Jovens que entraram esperançosos em cursos universitários, em busca de conhecimentos positivos com que pudessem enfrentar e solucionar os problemas psíquicos angustiantes da atualidade acabam na frustração e no desespero. Muitos deles acabam aderindo às correntes de aventureiros e exploradores do campo minado. Fracassam em seus próprios casos e aumentam as legiões dos desesperados, recorrendo a expedientes escusos para se manterem num equilíbrio aparente. Descobrem apavorados a inscrição dantesca nos portais do Inferno: “Deixai toda esperança, ó vós que entrais”. Os veteranos do profissionalismo frustrado acomodam-se em algumas escolas teóricas e tentam subverter a escala de valores da Civilização da Angústia, normalizando tragicamente a anormalidade. Capitulam estrategicamente na batalha inglória à espera de futuras descobertas salvadoras. Entregam o pescoço à Esfinge de Édipo.
Essa situação dolorosa das ciências do psiquismo, em meios ao esplendor do avanço geral das Ciências em outros campos, reafirma a falsa ideia gerada no criticismo kantiano, de uma dualidade trágica e irremediável do homem condenado: a da existência de um mundo inacessível às Ciências. As teorias proteladoras seguem o caminho inevitável dos processos naturais a que tudo e todos nós estamos sujeitos: crescem, desenvolvem-se, envelhecem e morrem. Mas deixam, na vida dos organismos conceptuais, as gerações espúrias das descendências de uma espantosa filogênese do sistemático. Dessa maneira, a roda das frustrações continua a girar, como os moinhos de vento de Dom Quixote nas desoladas planícies da Mancha. Os moinhos fantasmais, que nada moem, continuam pelo menos desafiando a teimosia delirante dos quixotes. Enquanto isso, as teorias que atravancam o caminho das Ciências, como observou Richet, continuam a torturar as legiões de infelizes, submetidos a choques elétricos e químicos nos hospitais e nas clínicas do sem fim.
Nem mesmo as descobertas atuais de uma ciência universitária, a Parapsicologia, em acentuado desenvolvimento nos maiores centros universitários do mundo, conseguiram abalar o comodismo dos que se apoiam nas teorias proteladoras. Protela-se a angústia, o desespero, a tortura de milhões de criaturas, em defesa de métodos, princípios e esquemas já rompidos no próprio campo da Física, por medo de palavras e preconceitos do mundo científico, gerados em fase de transição já há muito superadas.
A era dos vampiros fantasiosos já passou há muito, mas a do Vampirismo, nascida nos fins do século passado, com as descobertas científicas de Crookes, Richet, Schrenk-Notzing, Kardec, Zöllner e tantos outros – todos homens de Ciência, professores – catedráticos de grandes Universidades, apenas se esboça em nossos dias. Mas a leviandade humana, mesmo a dos homens mais sérios e dedicados ao labor científico, sustenta ainda as prevenções do passado, sem coragem de avançar no campo minado das superstições, como se a função primária das Ciências não fosse precisamente a de romper com elas.

O Vampirismo atual não se nutre de lendas assustadoras, mas de realidades positivas do campo do Psiquismo, que exigem esclarecimentos. As Ciências do Paranormal nasceram da pesquisa científica dos fenômenos psicofísicos. Onde há fenômenos tangíveis, susceptíveis de repetições e, portanto de pesquisas sob controle estatístico, a Ciência tem obrigação de penetrar com os seus instrumentos de comprovação. Os homens de formação científica, mormente os que se dedicam às profissões terapêuticas, não podem furtar-se a esse dever sem cair na violação da ética profissional e da traição aos princípios humanistas. Essa dupla prevaricação põe hoje o sinal de Caim na fronte de todos os que vivem nas teorias atravancadoras. As multidões de suas vítimas, que se contam por gerações inteiras, clamam contra essa perfídia no presente e fazem ecoar o seu clamor desesperado nas distâncias do Futuro. Os psicoterapeutas atuais, na sua quase unanimidade, passarão à História como torturadores e exploradores das gerações sacrificadas.

Não fazemos uma acusação, registramos um fato. A prova científica da existência da telepatia, da clarividência, da precognição, da sobrevivência da mente após a morte corporal (Rhine, Carington, Soal, Price, nas Universidades de Duke, Cambridge, Oxford, Londres, Berlim, Kirov e outras) não deixa dúvidas quanto à realidade da ação de entidades psicofísicas sobre as criaturas humanas. Rhine provou que a mente não é física, mas de constituição extrafísica. Carington reforçou essa prova e formulou a teoria das entidades psicônicas, formadas de psícons (átomos mentais). Soal designou com a sigla SHI à personalidade humana sobrevivente. Vasiliev, na URSS1 entregou-se a experiências para demonstrar que o pensamento e a mente são materiais, mas acabou confessando a sua derrota. Louise Rhine aplicou-se a pesquisas de campo (fora dos métodos de laboratório) e comprovou o que o marido provara em laboratório. John Herenwald pesquisou e publicou seus trabalhos sobre as influências telepáticas nas relações interpessoais. O caminho foi desbastado por esses e outros cientistas atuais, que derrubaram as estacas atravancadoras, mas os negadores continuaram a negar, à margem das exigências científicas. Remy Chauvin, do Instituto de Altos Estudos, de Paris, chamou os renitentes de “alérgicos ao futuro”, mas os psicoterapeutas não se arredaram de suas teorias e seus métodos de tortura.

No entanto, o psychicboom, a explosão psíquica no mundo prosseguiu no seu desenvolvimento. E graças ao alheamento dos psicoterapeutas de formação universitária, que se alimentaram em seus cursos com o leite das Ciências, surgiram por toda parte os charlatões exploradores da credulidade pública e do desespero do século, com suas clínicas pseudoparapsicológicas, devastando a economia dos ingênuos.

Esse panorama desolador exige de todos nós, que não participamos desse comércio escuso e aviltante, o esclarecimento do problema, com base nos estudos e nas pesquisas desinteressadas de anos a fio, na comprovação diuturna da verdade através dos fatos.

Os fenômenos paranormais revelam a natureza extrafísica do homem, o que vale dizer a sua essência espiritual. Os pesquisadores da Universidade de Kirov deslumbraram-se com a visão do que chamaram de corpo-bioplásmico do homem, luminoso e cintilante. Constituído por um plasma físico, sua matéria é rutilante. Verificaram, na observação pelas câmaras kirlian de fotografias paranormais, que o corpo do moribundo só se cadaverizava quando todos os elementos do corpo-bioplásmico se retiravam. Nas pessoas vivas constataram que esse corpo de plasma dirige todas as funções do corpo carnal e age nas manifestações paranormais através de projeções de pseudópodes que podem movimentar objetos à distância. Verificaram ainda a possibilidade de prevenção de doenças no corpo carnal. Tudo isso demonstra que o chamado corpo-bioplásmico do homem não é mais do que o corpo espiritual da tradição cristã, que o Apóstolo Paulo chamou, na I Epístola aos Coríntios, de corpo da ressurreição. Essas descrições coincidem com o que Kardec chamou de perispírito, envoltório do espírito que liga o corpo carnal ao espírito ou alma.
1. URSS: Antiga União das Repúblicas Socialistas Soviética.
A teoria kardeciana do homem tríplice: Espírito, Perispírito e Corpo Carnal, foi confirmada pelos cientistas materialistas de Kirov, que não a conheciam e não tinham nenhum interesse por uma conclusão favorável à sobrevivência do homem, que, segundo o Marxismo, deve desaparecer no túmulo para sempre.
Percebendo o risco a que se expunham os cientistas apegam-se ao que de matéria lhes restava: o plasma físico. Mas no próprio plasma, considerado o quarto estado da matéria, e formado de partículas atômicas, encontraram partículas de natureza indefinida. Com a teoria espírita, que considera o perispírito como um organismo semimaterial, constituído de energias físicas e extrafísicas, Kardec antecipara de mais de um século a sensacional descoberta dos cientistas de Kirov. Ressalta de tudo isso a concepção necessária do homem como espírito. A descoberta da antimatéria e da interpenetração dos mundos físicos e não-físicos explicou também necessariamente, a convivência de Espíritos e homens corpóreos num mesmo espaço, mas em diferentes dimensões da realidade.
As pesquisas sobre a reencarnação, implantadas na Universidade de Moscou pelo Prof. Wladimir Raikov propagaram-se nas demais universidades soviéticas. Sendo os Espíritos nada mais que os homens desencarnados, é fácil compreender-se que as relações possíveis entre homens e Espíritos, no campo afetivo e mental, permitem as ligações de Espíritos viciados com homens de tendências viciosas. Esse o novo tipo de vampirismo que surgiu das pesquisas espíritas em meados do século XIX.
Os problemas da perversão sexual, do alcoolismo, dos tóxicos e das tendências criminosas entram assim numa nova perspectiva, escapando ao círculo fechado da hereditariedade biológica, dos processos endógenos para a abertura dos processos exógenos. As pesquisas de Kardec nesse sentido foram decisivas. O tratamento desses casos tornou-se mais seguro, confirmando-se a teoria pelos fatos de cura, particularmente dos casos considerados incuráveis. Posteriormente, os resultados obtidos nos Centros Espíritas, e em muitos hospitais espíritas, deram de sobejo a plena confirmação dessa descoberta ao mesmo tempo assustadora e consoladora.
Vencidas as barreiras das superstições populares e da dogmática igrejeira, das imposições clericais da fé cega, da suposta infalibilidade das Escrituras Sagradas, a verdade surgia nua e pura do fundo sombrio do poço para a claridade meridiana da certeza científica. Não há mais dúvidas possíveis no tocante à existência de relações constantes e naturais, de ordem telepática, entre os dois planos interpenetrados da vida humana: o dos homens e o dos Espíritos. As teorias proteladoras – carregadas de preconceitos e precipitações, as duras barreiras do conhecimento indicadas por Descartes ao mundo científico – só conseguem hoje agrupar em seu favor os cientistas hipnotizados pela obsessão materialista ou pelo fanatismo religioso. O racionalismo frio das Ciências Materiais fundiu-se ao calor humano das Ciências do Espírito. A metodologia mecanicista cedeu lugar a novas formas metodológicas de pesquisa, baseadas na adequação do método ao objeto, ante a evidência do rompimento dos conceitos tridimensionais da realidade objetiva. Novas dimensões do real surgiram do reconhecimento da multidimensionalidade das constituições atômicas e subatômicas da realidade intangível dos elementos e da natureza humana em sua essência invisível. Remontando do efeito à causa, as Ciências fragmentárias se unificaram nos fundamentos conjugados da causa única de todos os efeitos.

domingo, 13 de janeiro de 2013


Visionários Do Caminho

O VAMPIRISMO- Parte 2/4
TRATAMENTO:
As medicações estimulantes e os tratamentos psicológicos raramente produzem os efeitos desejados. Mas a conjugação desses recursos habituais com o tratamento espiritual para a expulsão do parasita, que representa no organismo da vítima uma forma de subvida consumidora, geralmente produz efeitos surpreendentes.
O espírito parasitário é uma criatura humana com os direitos comuns da espécie humana e deve ser sempre encarado como parceiro dos sofrimentos do parasitado. Nesses tratamentos não se deve desprezar o concurso médico, pois os efeitos negativos do parasitismo espiritual, depauperando o organismo da vítima, propiciam também a infiltração dos parasitas do meio físico, que devem ser combatidos com os medicamentos específicos.
Embora a ação espiritual das entidades protetoras possa também ajudar o reequilíbrio orgânico, a presença de um médico, se possível espírita, se faz necessária. Enganam-se os que se voltam contra a Medicina nessas ocasiões, pois as leis e os recursos do meio físico são mais apropriados nesses casos.
Os recursos espirituais são os passes espíritas, a frequência regular a reuniões mediúnicas, o estudo e a leitura dos livros espíritas básicos, a prática da prece individual diária pelo parasitado em  favor do parasita ou parasitas.
Todas essas providências devem ser orientadas por pessoas conhecedoras do Espiritismo, despretensiosas e dotadas de bom-senso, o que permitirá o controle do processo de cura. Todas as práticas exorcistas, queima de ingredientes, queima de defumadores, aplicação ginástica de passes formalizados, uso de plantas supostamente milagrosas ou objetos de magia só poderá agravar a situação.
No vampirismo, graças à exageração das tendências negativas da vítima, podemos ver com mais clareza, como um microscópio de alta potência, o outro lado da personalidade humana, com suas nuvens negras ocultando deformidades e desequilíbrios.
Conhecendo o problema das relações telepáticas e o das captações paranormais em geral, dominamos facilmente o panorama das perturbações. Temos assim os dados necessários para conseguir o restabelecimento do equilíbrio do vampirizado, submetendo-o à técnica espírita da doutrinação, que poderá estimular as suas reações, praticamente bloqueadas pela vampirização.
No caso do parasitismo e do vampirismo todo rigor é pouco, pois os erros e os enganos de interpretação podem levar os trabalhos de cura a descaminhos perigosos.
Se não encararmos o parasitismo e o vampirismo em termos rigorosamente doutrinários, no devido respeito ao método kardeciano, estaremos sujeitos a ser enganados por espíritos mistificadores que passarão a nos vampirizar.
Por tudo isso, a cura do vampirismo não é mais do que um processo de separação dos implicados, de afastamento do vampiro da órbita de sua vítima. Mas não basta esse primeiro passo. É necessária a persuasão dos implicados pela doutrinação espírita. A doutrinação é a transmissão do conhecimento doutrinário às duas partes. Sem essa transmissão o processo não se completa e a cura será apenas uma suspensão do vampirismo por algum tempo.
Como ensinou Jesus (e vemos nos Evangelhos) podemos afastar os valentões que se apossaram da casa, limpá-la e arrumá-la. Mas se ela ficar vazia os valentões convidarão outros parceiros e a retomarão. Nesse caso, o estado da habitação será pior do que antes. Conforme o grau de compromissos e responsabilidades mútuas entre os vampiros e suas vítimas, o tratamento será mais ou menos prolongado.
Os vampiros são teimosos, insistentes, pois o vampirismo é para eles o meio de se manterem na rotina de seus vícios. A vítima, por sua vez, está sovada no vampirismo e acostumada na entrega de si mesma sem relutância. A frequência regular da vítima aos passes e às sessões mediúnicas é o único meio possível de fortalecê-la para resistência necessária. Não nos iludamos com as melhoras instantâneas. Os vampiros não largam facilmente as suas vítimas. Afastam-se estrategicamente e voltam com mais fúria na primeira oportunidade favorável.
Quando os obsessores começam a ceder, temos de tomar cuidado com as ciladas da astúcia, aumentando a nossa confiança nos espíritos protetores e na essência espiritual do homem.
É necessário que as vítimas curadas estejam convencidas disso e preparadas para repeli-los em suas investidas manhosas. Apesar dessas dificuldades, em trabalhos bem dirigidos conseguem-se não raro resultados relativamente rápidos, que permitem maiores possibilidades na consolidação da cura.
 Do livro “Vampirismo”, de José Herculano Pires.
 espiritananet.blogspot

domingo, 6 de janeiro de 2013

Luzeiro da fé viva, Paulo não pode ser olvidado em tempo algum. Seu vulto humano é o de todo homem sincero que se toque do amor divino pelo Cordeiro de Deus.


Emmanuel  e o Apóstolo Paulo

          O convertido de Damasco foi o agricultor humano que conseguiu aclimatar a flor divina do Evangelho sobre o mundo. Muitas vezes foi áspero. A terra não estava amanhada e se em alguns pontos oferecia letras brandas e férteis, na maioria, era regiões em espinheiro e pedregulho. Paulo foi o lidador de sol a sol. Seu fervoroso amor foi a sua bússola divina. Sua paixão no mundo, iluminada pela sua dedicação ao Cristo, transformou-se na base onde deveria brilhar para sempre a claridade do Cristianismo.
 
           Conheci-o, em Roma, nos seus dias de trabalho mais rude e de  provações mais acerbas. Vi-o uma vez unicamente, quando um carro de Estado transportava o senador Públio Lentulus, ao longo da Porta Ápia, mas foi o bastante para nunca mais esquecê-lo. Um incidente fortuito levara os cavalos a uma disparada perigosa, mas um jovem cristão, atirando-se ao caminho largo, conseguiu conjurar todas as ameaças. Avistamos, então, um pequeno grupo, onde se encontrava a sua figura inesquecível. Trocamos algumas palavras que me deram a conhecer a sua inteireza de caráter e a grandeza da sua fé.
 
            O fato ocorria pouco depois da trágica desencarnação de Lívia e eu trazia o espírito atormentado. As palavras de Paulo eram firmes e consoladoras. O grande convertido não conhecia a úlcera que me sangrava no coração, todavia, as suas expressões indiretas foram, imediatamente, ao fundo de minh’alma, provocando um dilúvio de emoções e de esclarecimentos.
 
            Luzeiro da fé viva, Paulo  não pode ser olvidado em tempo algum. Seu vulto humano é o de todo homem sincero que se toque do amor divino pelo Cordeiro de Deus.

            Lede-o sempre e não vos arrependereis.

Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier em Pedro Leopoldo  13/03/1940. Livro Amor e Sabedoria de Emmanuel. Clovis Tavares

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Só assim o mundo que sonhamos acontecerá....


ANO NOVO TODOS OS DIAS

 Que a compreensão e a sabedoria estejam presente em todos os seus momentos, lembrando que a nossa caminhada é feita com os nossos passos, mas o êxito desta depende de nós mesmos.

Que nesse ano estejamos todos muito felizes ou não, mas que possamos brindar o ano que se inicia.

Que nestas últimas horas de 2012 possamos deixar para trás todas as tristezas, todas as decepções.

Que quando começar os primeiros minutos do Ano Novo comemoremos a chegada de um novo tempo, de um novo fim.

Que no raiar do primeiro dia do Ano Novo possamos viver a renovação em nossas vidas.

Se não podemos fazer um novo começo que possamos fazer um novo fim.

Que estejamos nós carregados de coragem e dedicação.

Coragem para mudar tudo que sabemos que precisa ser mudado e, dedicação para deixar para trás hábitos e vícios ruins. A preguiça, o medo de transformarmo-nos e de darmos o primeiro passo.

Que saibamos acreditar e confiar no amor e nas pessoas, que sejamos portadores só de coisas e ações boas, que sejamos os primeiros a desejar essas mudanças começando por nós mesmos.

E quando isso acontecer, tenhamos a mais absoluta certeza de que o ano novo já está em nós, e esse, será o melhor ano de nossas vidas.

Comecemos agora, nesse momento, por que sabemos que o melhor está em sermos melhores cada vez mais naquilo que já é bom em nós.

Porque as mudanças começam exatamente em nós mesmos, para depois estender-se ao nosso redor.

Iluminemo-nos com as luzes do amor, da caridade, da compaixão, do perdão. Façamos nascer o melhor em nós, cultivemos o amor e transformemos o mundo.

Que as luzes do Ano Novo acenda em nós o desejo de sermos melhores a cada dia.

Só assim o mundo que sonhamos acontecerá....

Feliz Ano Novo Sempre.

IARA e FELIPE BOTON .
DEZEMBRO DE 2012

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Enviei meus discípulos como ovelhas ao meio de lobos e vos recomendo que lhes sigais os passos no escabroso caminho.

JESUS AOS QUINHENTOS DA GALILEIA

- "Amados - a cada um se afigurou escutar na câmara secreta do coração -, eis que retorno a vida em meu Pai para regressar à luz do meu Reino!... Enviei meus discípulos como ovelhas ao meio de lobos e vos recomendo que lhes sigais os passos no escabroso caminho. Depois deles, é a vós que confio a tarefa sublime da redenção pelas verdades do Evangelho. Eles serão os semeadores, vós sereis o fermento divino. Instituo-vos os primeiros trabalhadores, os herdeiros iniciais dos bens divinos. Para entrardes na posse do tesouro celestial, muita vez experimentareis o martírio da cruz e o fel da ingratidão... Em conflito permanente com o mundo, estareis na Terra, fora de suas leis implacáveis e egoístas, até que as bases do meu Reino de concórdia e justiça se estabeleçam no espírito das criaturas. Negai-vos a vós mesmos, como neguei a minha própria vontade na execução dos desígnios de Deus, e tomai a vossa cruz para seguir-me.
"Séculos de luta vos esperam na estrada universal. É preciso imunizar o coração contra todos os enganos da vida transitória, para a soberana grandeza da vida imortal. Vossas sendas estão repletas de fantasmas de aniquilamento e de visões de morte. O mundo inteiro se levantará contra vós, em obediência espontânea às forças tenebrosas do mal, que ainda lhe dominam as fronteiras. Sereis escarnecidos e aparentemente desamparados; a dor vos assolará as esperanças mais caras; andareis esquecidos na Terra, em supremo abandono do coração. Não participareis do venenoso banquete das posses materiais, sofrerei a perseguição e o terror tereis o coração coberto de cicatrizes e de ultraje. A chaga é o vosso sinal, a coroa de espinhos vosso simbolo, a cruz, vosso percurso ditoso da redenção. Vossa voz será a do deserto, provocando, muitas vezes, o escárnio e a negação da parte dos que dominam na carne perecível.
"Mas, no desenrolar das batalhas incruentas do coração, quando todos os horizontes estiverem abafados pelas sombras da crueldade, dar-vos-ei da minha paz, que representa a água viva. Na existência ou na morte do corpo, estareis unidos ao meu Reino. O mundo vos cobrirá de golpes terríveis e destruidores, mas, de cada uma das vossas feridas, retirarei o trigo luminoso para os celeiros infinitos da graça, destinados ao sustento das mais ínfimas criaturas!... Até que o Reino se estabeleça na Terra, não conhecereis o amor no mundo; eu, no entanto, encherei a vossa solidão com minha assistência incessante. Gozarei em vós, como gozareis em mim o júbilo celeste da execução fiel dos desígnios de Deus. Quando tombardes, sob as arremetidas dos homens ainda pobres e infelizes, eu vos levantarei no silêncio do caminho, com as minhas mãos dedicadas ao vosso bem. Sereis a união onde houver separatividade, sacrifício onde existir o falso gozo, claridade onde campearem as trevas, porto amigo, edificado na rocha da fé viva, onde pairarem as sombras da desorientação. Sereis meu refúgio nas igrejas mais estranhas da Terra, minha esperança entre as loucuras humanas, minha verdade onde se perturbar a ciência incompleta do mundo!...
"Amados, eis que também vos envio como ovelhas aos caminhos obscuros e ásperos. Entretanto, nada temais! Sede fiéis ao meu coração, como vos sou fiel, e o bom ânimo representará a vossa estrela! Ide ao mundo, onde teremos de vencer o mal! Aperfeiçoemos a nossa escola milenária, para que aí seja interpretada e posta em prática a Lei de Amor do Nosso Pai, em obediência feliz à sua vontade augusta!"
Naquela noite de imperecível recordação, foi confiado aos quinhentos da Galiléia o serviço glorioso da evangelização das coletividades terrestres, sob a inspiração de Jesus - Cristo. Mal sabiam eles, na sua mísera condição humana, que a palavra do Mestre alcançaria os séculos do porvir. E foi assim que, representando o fermento renovador do mundo, eles reencarnaram em todos os tempos, nos mais diversos climas religiosos e políticos do planeta, ensinando a verdade e abrindo novos caminhos de luz, através do bastidores eternos do Tempo.
Foram eles os primeiros a transmitir a sagrada vibração de coragem e confiança aos que tombaram nos campos do martírio, semeando a fé no coração pervertido das criaturas. Nos circos da vaidade humana, nas fogueiras e nos suplícios, ensinaram a lição de Jesus, com resignado heroísmo. Nas artes e nas ciências, plantaram concepções novas de desprendimento do mundo e de belezas do céu e, no seio das mais variadas religiões da Terra, continuam revelando o desejo do Cristo, que é de união e de amor, de fraternidade e concórdia.
Na qualidade de discípulos sinceros e bem-amados, desceram aos abismos mais tenebrosos, redimindo o mal com os seus sacrifícios purificadores, convertendo, com as luzes do Evangelho, à corrente da redenção, os espíritos mais empedernidos. Abandonados e desprotegidos na Terra, eles passam, edificando no silêncio as magnificências Reino de Deus, nos países dos corações e, multiplicando as notas de seu cântico de glória por entre os que se constituem instrumentos sinceros do bem com Jesus Cristo, formam a caravana sublime que nunca se dissolverá.

Livro Boa Nova - Chico Xavier
 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Não foi, portanto, um sacrifício, no sentido de um esforço de imolação entre desespero e luta renhida.


SACRIFÍCIO E AMOR



Invariavelmente, quando se fala da sublime doação do Mestre ao seu rebanho, entregando-lhe a própria vida, assevera-se que este foi-LHE um grande sacrifício, como se Ele não tivesse conhecimento, desde antes, a respeito da necessidade de demonstrar a inefável grandeza do Seu amor.
O conceito de sacrifício, em tão elevada demonstração de afeto, não se ajusta à realidade, porquanto Ele marchou para o matadouro  absolutamente seguro, consciente e confiante da necessidade de fazê-lo, a fim de que, dessa maneira, pudesse despertar Seus afeiçoados para o significado da Sua entrega total.
Estivera com todos em momentos felizes, oferecendo-lhes bênçãos de saúde e de conhecimento, de esperança e de paz, informando, entretanto, que a existência física não é definitiva e que todos deveriam preparar-se para o enfrentamento com suas vicissitudes e os naturais sofrimentos.
Restituía-lhes a saúde, mas não impedia que viessem a morrer. Proporcionava-lhes júbilos, porém não evitava que fossem visitados pela tristeza que decorre do processo de evolução ante os dissabores e as lições morais de crescimento íntimo.
Concedia-lhes paz, entretanto, não se permitia impossibilitar a luta que cada qual deve travar,  a fim de autoconhecer-se e de encontrar o rumo da iluminação.
Mimetizava-os com Sua ternura, todavia, era necessário que se esforçassem para preservá-la.
Jamais de os deixou de amparar e de os auxiliar no crescimento íntimo para Deus.
Abriu-lhes os olhos da alma para o discernimento e para a razão, concitou-os ao trabalho e à solidariedade vivendo a serviço do Pai, sem jamais queixar-se ou exigir-lhes o que quer que fosse.
Tornara-se, portanto, indispensável demonstrar-lhes a grandeza desse amor, oferecendo a existência em holocausto no rumo da Vida Eterna , última e vigorosa maneira de fazê-los crer.
Não foi, portanto, um sacrifício, no sentido de um esforço de imolação entre desespero e luta renhida.
Sacrifício, ser-Lhe-ia deixar ao próprio destino aqueles que o Pai Lhe confiara para pastorear, conduzindo-os pelo rumo certo do dever e da conquista de si mesmos.
Seria também sacrifício se, por acaso, se houvesse eximido da oferenda máxima que se tem notícia, para que cada qual pudesse aprender através do sofrimento, que somente no dever se encontra a razão essencial da existência humana.
A cruz, que sempre foi um símbolo de humilhação e de desgraça, de punição e de corrigenda severa, com Jesus tornou-se asas de libertação, facultando o vôo no rumo do infinito.
Em razão disso, Ele doou a Sua vida para que todos a tivéssemos em abundância, lutando pessoalmente, cada qual, por adquirí-la.
Quando se ama, nada constitui esforço, sofrimento, sacrifício.
O amor é tão rico de carinho e de bênçãos, que se multiplica, à medida que se oferece,  jamais diminuindo de intensidade quanto mais se distribui.
Invariavelmente, as criaturas consideram-no uma operação de reciprocidade, mediante a qual a permuta dos sentimentos faz-se estímulo para o seu prosseguimento.
De alguma forma, porém, essa expressão de amor não deixa de ser o processo que o levará à sublimação do querer e do doar,
Saindo do instinto, que é todo posse, matriz do egoísmo perturbador, aformoseia-se com a experiência afetiva, agigantando-se e tornando-se maior na proporção da abnegação e do  devotamento de que se faz portador.
O amor nunca se exalta, nem reclama, porque é fonte de compreensão, nada obstante, também de educação das emoções, do comportamento da vida.
O Mestre sempre ensinava, e o clímax dessas lições foi Sua crucificação, mediante a qual, em forma de tragédia, atrairia todos a Ele.
O ser humano, infelizmente, ainda necessita do espetáculo ou da terapia do choque, de modo a despertar do letargo a que se entrega.
Isso ocorre em todos os campos do relacionamento social.
Quando os fatos transcorrem naturais e sem comoção, não se tornam de aceitação imediata, pacifica e penetrante. No entanto, quando produzem impacto, sensação peculiar, despertam interesse, discussão e aceitação na maioria das vezes.
Eis porque, embora seja o amor a fonte inexaurível de enriquecimento, o progresso do ser como indivíduo e da sociedade como organismo coletivo, tem sido mediante a dor, especialmente estabelecida pelos testemunhos que são considerados sacrifícios do prazer e do gozo imediato.
Dessa forma, a deia vigente é de que a suprema doação do Mestre seria também um sacrifício em favor dos Seus afeiçoados, quando, diferindo do convencional, o Seu exemplo de enriquecimento é um convite à reflexão. Se Ele, que não tinha culpa, foi conduzido ao máximo de entrega, é natural que as criaturas, caracterizadas pelas cargas emocionais de desequilíbrio e dívidas morais, não se possam considerar exceção, eximindo-se ao padecimento purificador,
NEle temos a oferenda de ternura e de alegria, embora as excruciantes que padeceu, confirmando Sua procedência de enviado de Deus, o Messias que as tormentosas condições israelitas negavam-se a aceitar.
Na sua desenfreada alucinação pelo poder e dominação pelo orgulho, mediante o qual, a raça eleita governaria o mundo dos gentios, era muito difícil aceitar aquele Rei especial, sem trono nem exército homocida, sem áulicos com trombetas nem embaixadores soberbos precedendo-o.
Como o Seu reino não era desse mundo, os ministros servidores não se apresentavam visíveis senão, à semelhança de João Batista, o Precursor, ou dos profetas que vieram bem antes dEle e foram, uns ridicularizados, outros perseguidos, outros mortos...
Esforça-te, por tua vez, para entender a doação da vida como a entrega amorosa Àquele que a gerou.
Aprende a renunciar aos pequenos apegos, crescendo na direção da superação dos tormentosos desejos, aqueles de grande porte, em homenagem à tua auto-iluminação, à tua ascensão.
É sempre necessário morrer, a fim de viver em plenitude.
Tem como exemplo Jesus em todas as situações, e se amas, tudo quanto ofereças, não constitua sacrifício nem sofrimento, antes mensagem de alegria e paz.

Joanna de Angelis
Libertação pelo Amor

 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Amas profundamente alguém que o vicio ainda ensombra, entretanto, não temes avalizar-lhe os compromissos de reajuste.


Mediunidade e imperfeição



Repara quantas vezes necessitas de perdão e de auxílio.
Erraste na oficina em que dignificas o próprio nome, mas não vacilas em pedir novas oportunidades de serviço e de confiança.
Deves quantia importante e não podes pagar no momento certo, contudo, não hesitas rogar o beneficio da moratória.
Sofres com as faltas do filho que a vida te confiou, no entanto, esperas regenerá-lo em novas experiências.
Amas profundamente alguém que o vicio ainda ensombra, entretanto, não temes avalizar-lhe os compromissos de reajuste.
Encontrarás, porém, aqueles que não sofreram bastante para escusar as deficiências alheias, habitualmente empoleirados nas altas janelas das torres de marfim a que se acolhem para contar as feridas dos que passam na rua da provação.
Exigem que os outros sejam modelos completos de heroísmo e grandeza moral, mas não se dispõem a minorar-lhes o fardo de aflições que transportam.
Acusam a Terra como sendo um presídio de chagas, mas comem-lhe o pão, inicialmente elaborado no trato de lama que a enxada disciplinou.
Julgam encontrar em cada Irmão do caminho um criminoso potencial; contudo, não examinam a si mesmos a fim de ver até que ponto hão sido resistentes às tentações.
Se tens a consciência desperta, perante as necessidades da própria alma, entenderás facilmente que a mediunidade é recurso de trabalho como qualquer outro que se destine à edificação.
Por enquanto, no mundo, não há médiuns perfeitos como não existem criaturas humanas perfeitas.
Cada instrumento medianímico, tanto quanto cada pessoa terrestre, carrega consigo determinadas provas e problemas determinados.
A mediunidade é ensejo de serviço e aprimoramento, resgate e solução.

Livro Seara dos Médiuns
Reunião pública de 10/6/1960
Questão nº 220 – Parágrafos 12º, 13º e 14º

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Malham médiuns, fazem sarcasmo, condenam a psicoterapia em favor dos desencarnados sofredores e, por vezes, atingem o disparate de afirmar que a prática medianímica estabelece a loucura.


Obsessão e Jesus

Cristãos eminentes, em variadas escolas do Evangelho, asseveram na atualidade que o problema da obsessão teria nascido no culto da mediunidade, à luz da Doutrina Espírita, quando a Doutrina Espírita é o recurso para a supressão do flagelo.
Malham médiuns, fazem sarcasmo, condenam a psicoterapia em favor dos desencarnados sofredores e, por vezes, atingem o disparate de afirmar que a prática medianímica estabelece a loucura.
Esquecem-se, no entanto, de que a vida de Jesus, na Terra, foi uma batalha constante e silenciosa contra obsessões, obsidiados e obsessores.
O combate começa no alvorecer do apostolado divino.
Depois da resplendente consagração na manjedoura, o Mestre encontra o primeiro grande obsidiado na pessoa de Herodes, que decreta a matança de pequeninos, com o objetivo de aniquilá-lo.
Mais tarde, João Batista, o companheiro de eleição que vem ao mundo secundar- lhe  a obra sublime, sucumbe degolado, em plena conspiração de agentes da sombra.
Obsessores cruéis não vacilam em procurá-lo, nas orações do deserto, verificando lhe os valores do sentimento.
A cada passo, surpreende Espíritos infelizes senhoreando médiuns desnorteados.
O testemunho dos apóstolos é sobejamente inequívoco.
Relata Mateus que os obsidiados gerasenos chegavam a ser ferozes; refere-se  Marcos ao obsidiado de Cafarnaum, de quem desventurado obsessor se retira clamando contra o Senhor em grandes vozes; narra Lucas o episódio em que Jesus realiza a cura de um jovem lunático, do qual se afasta o perseguidor invisível, logo após arrojar o doente ao chão, em convulsões epileptóides; e reporta-se João a israelitas positivamente obsidiados, que apedrejam o Cristo, sem motivo, na chamada Festa da Dedicação.
Entre os que lhe comungam a estrada surge obsessões e psicoses diversas.
Maria de Magdala, que se faria a mensageira da ressurreição, fora vitima de entidades perversas.
Pedro sofria de obsessão periódica.
Judas era enceguecido em obsessão fulminante.
Caifás mostrava-se paranoico.
Pilatos tinha crises de medo.
No dia da crucificação, vemos o Senhor rodeado por obsessões de todos os tipos, a ponto de ser considerado, pela multidão, inferior a Barrabás, malfeitor e obsesso vulgar.
E, por último, como se quisesse deliberadamente legar-nos preciosa lição de caridade para com os alienados mentais, declarado ou não, que enxameiam no mundo, o Divino Amigo prefere partir da Terra na intimidade de dois ladrões, que a Ciência de hoje classificaria por cleptomaníacos pertinazes.
A vista disso, ante os escarnecedores de todos os tempos, eduquemos a mediunidade na Doutrina Espírita, porque só a Doutrina Espírita é luz bastante forte, em nome do Senhor, para clarear a razão, quando a mente se transvia, desgovernada, sob o fascínio das trevas.


Livro Seara dos médiuns

Reunião pública de 4/3/60

Questão nº 237

 

 

segunda-feira, 19 de novembro de 2012


LEMBRA-TE DE DEUS
Lembra-te de Deus para que não olvides a tua alma no labirinto das sombras.
O Criador vive e palpita na Criação que o reflete.
Quando estiveres ferido pelas farpas do sofrimento, lembra-te  de Deus que, em muitas ocasiões, socorre a terra seca, por intermédio de nuvens tempestuosas.
Quando te sentires revoltado ante as misérias do mundo, lembra-te de Deus, cuja majestade permanece incorruptível, no próprio fruto podre, através da semente pura em que a planta se renovará exuberante  e  vitoriosa.
Lembra-te de Deus e aprende a não julgar com os olhos físicos, que apenas assinalam na Terra ligeiras nuances da verdade.
Tudo nos infinitos domínios do Infinito Universo é transformação incessante para a glória do bem.
Em razão disso, o mal é sempre efêmero nevoeiro na exaltação da eterna luz, e toda  sombra, por mais dilatada no espaço e no tempo, não passa de expressão transitória no jogo das aparências.
Não reproves, assim, o solo estéril pela carência que patenteia e nem condenes a víscera cadavérica pelo bafio que exala, porque, amanhã, a Bondade de Deus pode reunir um e outro, com eles edificando um berçário de lírios.
Não te antecipes à Justiça do Pai Celeste quando fores incomodado, porque o Pai Celeste sabe distribuir o pão e a corrigenda com os filhos que lhe constituem o patrimônio de excelso amor.
Ainda mesmo diante do inferno que nós criamos na consciência com os nossos erros deliberados, ei-lo, bondoso, a expressar-se com o seu Divino Devotamento, transformando-o em lixívia que nos sane as mazelas da alma.
Trabalha, ajudando sempre, , na certeza de que
Deus sustenta a vida, para que a vida se aprimore.
Assim sendo, no princípio de cada dia ou no começo de cada tarefa nova, faz da oração a nota inicial de teu passo primeiro, para que te não falte inspiração do Céu em toda a medida justa.
Quando fatigado, seja Deus teu descanso.
Quando aflito, seja Deus teu consolo.
Quando supostamente derrotado, seja Deus teu arrimo.
Quando em desalento, seja Deus tua fé.
Ergue, diariamente, um templo vivo de amor a Deus em teu espírito e rende-lhe preito incessante, através do serviço ao próximo, nas lutas de cada hora.
Em todos os lances de nossa peregrinação para os cimos, lembremo-nos de Deus para que não estejamos esquecidos de nós.

Meimei
(De “Vozes do Grande Além”, de Francisco Cândido Xavier – Diversos Espíritos)

sábado, 3 de novembro de 2012


 

CASAMENTO


Será contrário à lei da Natureza o casamento, isto é, a união permanente de dois seres?



É um progresso na marcha da Humanidade.




O LIVRO DOS ESPÍRITOS – Questão 695




O casamento ou a união permanente de dois seres, como é óbvio, implica o regime de vivência pelo qual duas criaturas se confiam uma à outra, no campo da assistência mútua.
Essa união reflete as Leis Divinas que permitem seja dado um esposo para uma esposa, um companheiro para uma companheira, um coração para outro coração ou vice-versa, na criação e desenvolvimento de valores para a vida.

Imperioso, porém, que a ligação se baseie na responsabilidade recíproca, de vez que na comunhão sexual um ser humano se entrega a outro ser humano e, por isso mesmo, não deve haver qualquer desconsideração entre si.
Quando as obrigações mútuas não são respeitadas no ajuste, a comunhão sexual injuriada ou perfidamente interrompida costuma gerar dolorosas repercussões na consciência, estabelecendo problemas cármicos de solução, por vezes, muito difícil, porquanto ninguém fere alguém sem ferir a si mesmo. Indiscutivelmente, nos Planos Superiores, o liame entre dois seres é espontâneo, composto em vínculos de afinidade inelutável.
Na Terra do futuro, as ligações afetivas obedecerão a idêntico princípio e, por antecipação, milhares de criaturas já desfrutam no próprio estágio da encarnação dessas uniões ideais, em que se jungem psiquicamente uma à outra, sem necessidade da permuta sexual, mais profundamente considerada, a fim de se apoiarem
mutuamente, na formação de obras preciosas, na esfera do espírito.
Acontece, no entanto, que milhões de almas, detidas na evolução primária, jazem no Planeta, arraigadas a débitos escabrosos, perante a lei de causa e efeito e, inclinadas que ainda são ao desequilíbrio e ao abuso, exigem severos estatutos dos homens para a regulação das trocas sexuais que lhes dizem respeito, de modo a que não se façam salteadores impunes na construção do mundo moral. Os débitos contraídos por legiões de companheiros da Humanidade, portadores de entendimento verde para os temas do amor, determinam a existência de milhões de uniões supostamente infelizes, nas quais a reparação de faltas passadas confere a numerosos ajustes sexuais, sejam eles ou não acobertados pelo beneplácito das leis humanas, o aspecto de ligações francamente expiatórias, com base no sofrimento purificador. De qualquer modo, é forçoso reconhecer que não existem no mundo conjugações afetivas, sejam elas quais forem, sem razões nos princípios cármicos, nos quais as nossas responsabilidades são esposadas em comum.

VIDA E SEXO (pelo Espírito Emmanuel)
 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012






COMPROMISSO AFETIVO
 




O dever íntimo do homem fica entregue ao seu livre arbítrio.





O aguilhão da consciência, guardião da probidade interior, o adverte e sustenta; mas, muitas vezes se mostra impotente diante dos sofismas da paixão. Fielmente observado, o dever do coração eleva o homem; porém, como determiná-lo com exatidão? Onde começa ele? O dever principia sempre, para cada um de vós, do ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranquilidade do vosso próximo; acaba no limite que não desejais ninguém transponha com relação a vossa.



O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – Cap. XVII, Item 7




A guerra efetivamente flagela a Humanidade, semeando terror e morticínio, entre as nações; entretanto, a afeição erradamente orientada, através do compromisso escarnecido, cobre o mundo de vítimas.
Quem estude os conflitos do sexo, na atualidade da Terra, admitindo a civilização em decadência, tão só examinando as absurdidades que se praticam em nome do amor, ainda não entendeu que os problemas do equilíbrio emotivo são, até agora, de todos os tempos, na vida planetária.





As Leis do Universo esperar-nos-ão pelos milênios afora, mas terminarão por se inscreverem, a caracteres de luz, em nossas próprias consciências. E essas Leis determinam amemos os outros qual nos amamos.
Para que não sejamos mutilados psíquicos, urge não mutilar o próximo.
Em matéria de afetividade, no curso dos séculos, vezes inúmeras disparamos na direção do narcisismo e, estirados na volúpia do prazer estéril, espezinhamos sentimentos alheios, impelindo criaturas estimáveis e nobres a processos de angústia e criminalidade, depois de prendê-las a nós mesmos com o vínculo de promessas brilhantes, das quais nos descartamos em movimentação imponderada.
Toda vez que determinada pessoa convide outra à comunhão sexual ou aceita de alguém um apelo neste sentido, em bases de afinidade e confiança, estabelecese entre ambas um circuito de forças, pelo qual a dupla se alimenta psiquicamente de energias espirituais, em regime de reciprocidade.
Quando um dos parceiros foge ao compromisso assumido, sem razão justa, lesa o outro na sustentação do equilíbrio emotivo, seja qual for o campo de circunstâncias em que esse compromisso venha a ser efetuado. É dada a ruptura no sistema de permuta das cargas magnéticas de manutenção, de alma para alma, o parceiro prejudicado, se não dispõe de conhecimentos superiores na autodefensiva, entra em pânico, sem que se lhe possa prever o descontrole que, muitas vezes,  raia na delinquência.
Tais resultados da imprudência e da invigilância repercutem no agressor, que partilhará das consequências desencadeadas por ele próprio, debitando-se-lhe ao caminho a sementeira partilhada de conflitos e frustrações que carreará para o futuro.


Sabemos que a Justiça Humana comina punições para os atos de pilhagem na esfera das realidades objetivas, considerando a respeitabilidade dos interesses alheios; no entanto, os legisladores terrestres perceberão igualmente, um dia, que a Justiça Divina alcança também os contraventores da Lei do Amor e determina se lhes instale nas consciências os reflexos do saque afetivo que perpetram contra os outros.
Daí procede a clara certeza de que não escaparemos das equações infelizes dos compromissos de ordem sentimental, injustamente menosprezados, que resgataremos em tempo hábil, parcela a parcela, pela contabilidade dos princípios de causa e efeito.
Reencarnados que estaremos sempre, nesse sentido, até exonerar o próprio espírito das mutilações e conflitos hauridos no clima da irreflexão, aprenderemos no corpo de nossas próprias manifestações ou no ambiente da vivência pessoal, através da penalogia sem cárcere aparente, que nunca lesaremos a outrem sem lesar a nós.





 Vida e Sexo - Emmanuel
Psicografia - Francisco Cândido Xavier