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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Tudo Novo - Emmanuel


"Assim é que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo."

Paulo (II CORÍNTIOS, 5:15.)



"É muito comum observarmos crentes inquietos, utilizando recursos sagrados da oração para que se perpetuem situações injustificáveis tão-só porque envolvem certas vantagens imediatas para suas preocupações egoísticas. Semelhante atitude mental constitui resolução muito grave. Cristo ensinou a paciência e a tolerância, mas nunca determinou que seus discípulos estabelecessem acordo com os erros que infelicitam o mundo. Em face dessa decisão, foi à cruz e legou o último testemunho de não-violência, mas também de não-acomodação com as trevas em que se compraz a maioria das criaturas. Não se engane o crente acerca do caminho que lhe compete. Em Cristo tudo deve ser renovado. O passado delituoso estará morto, as situações de dúvida terão chegado ao fim, as velhas cogitações do homem carnal darão lugar a vida nova em espírito, onde tudo signifique sadia reconstrução para o futuro eterno. É contra-senso valer-se do nome de Jesus para tentar a continuação de antigos erros. Quando notarmos a presença de um crente de boa palavra, mas sem o íntimo renovado, dirigindo-se ao Mestre como um prisioneiro carregado de cadeias, estejamos certos de que esse irmão pode estar à porta do Cristo, pela sinceridade das intenções; no entanto, não conseguiu, ainda, a penetração no santuário de seu amor."



EMMANUEL

Livro: Caminho, Verdade e Vida

Psicografia de Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Os cientistas atuais também estudam esse princípio elementar que preenche o Universo sob o aspecto de energia escura, ou, matéria escura em termos de física e astronomia e astrofísica.

Os Milagres de Jesus

No livro A Gênese, temos questões muito substanciais para o trabalho de estudo a respeito do tema o qual será exposto aqui, os “milagres de Jesus”, que na verdade são em numero de mais ou menos 38 segundo o novo testamento e Kardec nos assinala alguns.

Mas, na verdade os milagres nada mais são do que Fenômenos naturais, ou seja, tudo o que Jesus fez e que são ditos milagres, podem ser explicados através do conhecimento que a Doutrina dos Espírtos nos trás, mostrando que tudo o que ocorreu naquela época como em outras, podem ser explicados pelas leis naturais que regem todo o Universo. Haja vista que Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas, e que, não poderia fazer uma lei à parte, ou uma modificação nas Suas leis para explicar a ocorrência de tais fenômenos.
     Naquele tempo, as pessoas por não conhecerem o mecanismo que produzia àqueles fenômenos, não conheciam a grandiosidade das leis divinas, achavam que se tratava de um milagre, uma coisa que para eles era fantástico e inexplicável. O que na verdade era muito cômodo, pois, que, não tinham como explicar e não buscavam entender como tudo se produzia.
     Com o aparecimento dos fenômenos sobrenaturais, que levou Allan Kardec a investigar e colocar sob o mais absoluto, espírito crítico e científico os fatos registrados, e também, o progresso das ciências, esse tipo de fenômeno “sobrenatural" começa a ter uma explicação lógica. De maneira que os fenômenos passam a ser compreendidos através das explicações que os Espíritos que compõe a plêiade do Espírito de Verdade nos trazem, e que, nós espíritas sabemos entender muito bem através do estudo das obras básicas da Doutrina Espírita. Onde passamos a entender que não existem fenômenos sobrenaturais, pois que todos são naturais.
     De posse desses conhecimentos vamos aqui dizer que Jesus, o Espírito mais perfeito que Deus nos mandou para nos servir de modelo e guia conforme a questão 625 do Livro dos Espíritos, através do mesmo processo de evolução pelo qual todos nós passamos e passaremos por muitas encarnações ainda, adquiriu o grau de evolução e elevação espiritual, e que, através de suas reencarnações sucessivas permitia que usasse todo o seu conhecimento dos mecanismos das leis que regem todo o planeta que, conforme nos informa o Espírito Emmanuel no livro A Caminho da Luz,  Jesus presidiu a formação do planeta Terra, donde conclui-se que Ele conhece todos os elementos que compõem a natureza do Orbe, e com isso, usando todos esses recursos, somados à Sua elevação moral e espiritual, sabia como ninguém manipular os elementos da natureza e produzir os mais diversos fenômenos, e, dessa forma chamar a nossa atenção para a tarefa que veio aqui executar. E dessa forma fosse visto como o Messias, o Enviado de Deus. Que, sem alterar nenhuma lei natural, usa Seus conhecimentos para produzir os ditos milagres. O que a Doutrina Espírita nos explica muito bem através dos amoráveis Espíritos quando nos trazem na composição de suas obras a promessa do Cristo quando nos falou que não nos deixaria órfãos e que falaria com Seu Pai para nos enviar outro consolador, o Espírito de Verdade que o mundo não vê e não conhece, e este ficará convosco até a consumação dos séculos, e ele vos fará lembrar, de todas as coisas que vos tenho dito. E, de fato, no momento em que estávamos prontos, recebemos essa doutrina maravilhosa como o consolador prometido por Jesus, no momento que estamos amadurecidos intelectualmente e moralmente para compreender a Sua mensagem. Caso contrário, não entenderíamos tais mecanismos. Por exemplo: que no Universo existe uma substância elementar primitiva que se chama Fluido Cósmico Universal. Desde as civilizações antigas já há uma crença nessa matéria primitiva. Os gregos antes de Sócrates acreditavam, que tudo que existe no Cosmos teria se originado da água, outros achavam que tudo era derivado do Éter, ou seja, várias filosofias sempre apresentaram uma ideia de que existe um elemento primitivo no Universo de onde se origina tudo o que podemos ver e sentir, que, para nós espíritas é o Fluído Cósmico Universal que preenche todos os espaços do micro e do macrocosmo. E de posse do entendimento desse princípio chegamos à compreensão dos fenômenos sobrenaturais, ou, os milagres de Jesus.
      Os cientistas atuais também estudam esse princípio elementar que preenche o Universo sob o aspecto de energia escura, ou, matéria escura, termo usado em  física e astronomia e astrofísica.
  
   Dentro em breve, eles saberão que essa matéria quintencenciada, chama-se Fluído Cósmico Universal, porque Kardec mesmo nos diz que não nos deteríamos onde a ciência para, que iríamos além, e assim, aguardar que a ciência humana comprove a ciência espírita. André Luiz nos fala que o Fluído Cósmico Universal é o hálito de Deus, o Hausto do Criador, de onde tudo promana. E, Espíritos da categoria de Jesus conseguem manipular esse fluído, produzindo as alterações e modificações necessárias para a produção de diversos tipos de fenômenos que sabemos nós, não se tratar, apenas de fenômenos como curas e materializações, e que há vários tipos de fenômenos espíritas  na natureza do nosso Orbe também.  Até hoje muitas pessoas desconhecem, e outras que até conhecem esses mecanismo o escondem para tirar proveito disso. Mas, que através dos estudos feitos da Doutrina dos Espíritos entendemos ser necessário para elaboração de tais fenômenos ditos, “sobrenaturais”, elementos que compõe a natureza do nosso Orbe, do nosso períspirito e do Fluído Cósmico universal.
     Quando Jesus disse a Pedro que lançasse sua rede nas águas profundas Ele estava fazendo uso da dupla vista, que é um tipo de mediunidade onde utilizou a sua visão espiritual para localizar um cardume de peixes, que ficou conhecida como a pesca milagrosa.
    As curas que Jesus operou também são perfeitamente explicáveis dentro das leis da Natureza, quando Jesus é tocado nas vestes pela mulher hemorrágica e ela se cura, ele sente que d’Ele emana uma virtude.  E pergunta aos seus discípulos, quem me tocou? E os discípulos retrucam: estamos em meio a uma multidão e queres saber que te tocou..., e a mulher ao ouvi-lo diz foi eu que te tocou e me curaste. E Jesus diz: - Mulher a tua fé te salvou.
    
    Nós sabemos muito bem que a fé opera milagres, sabemos que a energia curativa do passe, aliada a energia do médium, do assistido e dos espíritos pode curar sim uma pessoa que tenha fé e seja merecedora. A energia emanada por Jesus com a fé da mulher demonstra como que a energia espiritual utilizando como intermediário o médium, ou o magnetismo humano, aliada ao magnetismo espiritual, tem o poder de curar ou transformar os elementos do organismo de um doente por exemplo. Retira do Fluído Cósmico Universal os elementos capazes de produzir maravilhas que são consideradas milagres, ou efeitos físicos, que aos olhos dos leigos são chamadas sobrenaturais.  Agora imaginemos uma pessoa necessitada de cura recebendo a energia de um Espírito como Jesus com todas aquelas emanações sublimes.


     E Jesus diz aos discípulos: Vós sois deuses, vós podeis fazer tudo o que eu faço e muito mais, que brilhe a vossa luz. No momento em que chega a Ghadar lhe apresentam um homem endemoniado que vivia junto com os porcos, ele tinha correntes nos pulsos e nos pés, mas ninguém conseguia mantê-lo preso, pois ele possuía uma força descomunal e quando Jesus se aproxima, ele o possesso, inquire: - O que há entre Vós e nós, Jesus de Nazaré? Viestes nos perder? Eu sei quem sois: sois Santo de Deus.  E Jesus diz: - Quem sois vós? E ele responde. Sou um só, mas me chamam Legião, porque somos muitos. E Jesus ordena que eles saiam. Naquele momento com sua autoridade moral e espiritual os Espíritos que atormentavam aquele pobre homem saem e o homem fica livre do jugo dos espíritos inferiores. Outro é o caso do menino que hora caia no fogo, hora na água, que os discípulos ficaram por três dias tentando expulsar o demônio e não conseguiram. E quando Jesus chega com toda a sua autoridade, o Espírito liberta do menino. E os discípulos perguntam, porque eles não conseguiram fazer aquilo. E o Mestre adverte essa espécie de Espíritos impuros não podem ser expulsos senão pelo jejum e oração. Dizendo que precisamos mudar nosso comportamento, nossas atitudes mal sãs, nossos pensamentos, em fim, o jejum moral. E a prece que nos liga as esferas superiores e a Deus, para que haja a condição de interferir sobre o psiquismo do obsessor. Ou seja, superioridade moral para poder obter sucesso nesse tipo de trabalho.
Quando Jesus ressuscitou a filha de Jairo, um doutor do templo, o filho da viúva de Naim, e de Lázaro também, Ele sabia que aquelas pessoas não estavam mortas, mas em estado de letargia, ou seja, os laços que ligam o espírito ao corpo estão quase se rompendo, mas as pessoas não estão mortas apenas dormindo. Tanto que ele se aproxima da filha de Jairo somente na presença dos discípulos Pedro, Tiago e João e dos pais da menina, pega na sua mãozinha e ordena talitha cumi – Levanta-te, eu ordeno. E a menina levantou-se no mesmo instante.
     O que Jesus fez nesses casos? Ele apenas fortaleceu os laços fluídicos que ligam o Espírito ao corpo, estes estão enfraquecidos dando um aspecto de morte à pessoa. Jesus fortalece esses laços que são perispirituais e faz com que essas pessoas voltem do seu estado letárgico para as suas atividades normais. JESUS JÁ DIZIA: EU NÃO VIM PARA DESTRUIR AS LEIS, NATURAIS, e de fato, ele modificou as leis humanas.
    No caso da multiplicação dos pães e dos peixes, que eram o símbolo do cristianismo primitivo, Kardec nos dá até duas explicações. E chegará o dia em nós também poderemos modificar os elementos naturais dentro da organização divina e da nossa evolução espiritual e moral. Quando Ele pergunta aos discípulos o que tendes para oferecer a eles? Na verdade, aquela multidão de famintos pode ser representada por uma multidão de famintos de consolações, que só Ele poderia saciar. E também com fome de comida, pois eram pobres e como ele podia manusear os elementos naturais, multiplicou os pães e os peixes para matar a fome de todos. Mas na verdade o grande fenômeno que Jesus disse que éramos capazes de fazer como Ele fazia, é a grande transformação moral e espiritual que hoje mais do que nunca temos condições de realizar com todas as informações que a Doutrina Espírita nos trás que antes não tínhamos.
     Essas informações quando bem entendidas acabam por nos abalar intimamente fazendo com que mudemos o nosso campo psicológico. Que faz produzir dentro de nós uma transformação tão grande e poderosa que não temos mais como voltar a cometer os mesmos erros alegando não sabermos o que estamos fazendo. Podemos até não seguir a Doutrina Espírita, mas,  nunca mais seremos os mesmos depois de conhecê-la, por que ela vai balançar as nossas estruturas internas e começar a produzir as mudanças que vão agradar mais a Deus, que é a nossa transformação moral. Fenômeno esse que passa a ser diário porque temos a consciência de que a estrutura física, corpórea que temos serve de instrumento para melhorar o nosso Espírito através desse conhecimento que adquirimos, e que passa pelo nosso cérebro, afeta os nossos sentimentos e sai pelas nossas mãos em forma de ação de caridade e fraternidade, até que atinjamos o grau de pureza e angelitude.




domingo, 4 de setembro de 2011

Morrer ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irão durar 150 dias.

No processo de renovação íntima seguramente passaremos por momentos muito dolorosos.

 
Faz - se  necessário ter em mente exatamente o
que desejamos, ainda que isso traga-nos grandes
sofrimentos. Teremos de renunciar a muitas
coisas, mas, valerá a pena o esforço para todas as
variadas áreas da nossa vida atual e posterior.
Em geral pessoas que buscam abraçar um
objetivo tão nobre, devem contar com esforço
próprio, apoiado em seu objetivo diante de um
mundo de obrigações que
acabam nos distanciando não raras vezes do seu
foco principal e, por conta disso deixando de lado
o que é realmente importante. Defina seu
objetivo e dedique-se somente a ele, não gaste
sua energia com coisas secundarias.

Não fique esperando o momento certo: toda
hora é hora, basta ter vontade sincera para percorrer um caminho que necessita de  superação, ação, motivação, equilíbrio e transformação individual.
A Renovação da Águia
A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver 70 anos.
Mas para chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão.
Aos 40 anos ela está com:
As unhas compridas e flexíveis, não consegue mais agarrar as suas presas das quais se alimenta.
O bico alongado e pontiagudo se curva.
Apontando contra o peito estão as asas, envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, e voar já são tão difícil!
Então, a águia só tem duas alternativas:
Morrer ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irão durar 150 dias.
Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão onde ela não necessite voar.
Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em uma parede até conseguir arrancá-lo.
Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar suas unhas.
Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas.
E após nascerem as novas penas que demorar mais alguns dias, ao completar cinco meses esse processo ela alça um novo vôo, o vôo da renovação para viver então mais 30 anos.

Transformação
 "Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:51.)
 Refere-se o apóstolo dos gentios a uma das mais belas realidades da vida espiritual.
Nos problemas da morte, as escolas cristãs, trabalhadas pelas cogitações teológicas de todos os tempos, erigiram teorias diversas, definindo a situação da criatura, após o desprendimento carnal. É justo que semelhante situação seja a mais diversificada possível. Ninguém penetra o circulo da vida terrena em processo absolutamente uniforme, como não existem fenômenos de desencarnação com analogia integral. Cada alma possui a sua porta de "entrada" e "saída", conforme as conquistas próprias.
Fala-se demasiadamente em zonas purgatoriais, em trevas exteriores, em regiões de sono psíquico.
Tudo isso efetivamente existe em plano grandioso e sublime que, por enquanto, transcende o limitado entendimento humano.
Todos os que se abeberam nas fontes puras da verdade, com o Cristo, devem guardar sempre o otimismo e a confiança.
"Nem todos dormiremos" - diz Paulo. Isto significa que nem todas as criaturas caminharão às tontas, nas regiões mentais da semi-inconsciência, nem todas serão arrebatadas a esferas purgatoriais e, ainda que tais ocorrências sucedessem, ouçamos, ainda, o abnegado amigo do Evangelho, quando nos assevera - "mas todos seremos transformados".
Paulo não promete sofrimento inesgotável nem repouso sem-fim.
Promete transformação.
Ninguém parte ao chamado da Vida Eterna senão para transformar-se.
Morte do corpo é crescimento espiritual.
O túmulo numa esfera é berço em outra.
E, como a função da vida é renovar para a perfeição, transformemo-nos para o bem, desde hoje.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Vinha de Luz. Ditado pelo Espírito Emmanuel. 14 edição. Capítulo 158. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1996.
 


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Centros Energéticos. "Durante o sono esse fluxo de energia diminui, sendo reativado no momento do despertar."

Em cada ser humano existe uma rede de nervos e órgãos sensoriais que interpretam o mundo físico exterior. Ao mesmo tempo, em nós, reside um sistema sutil de canais (nadis) e centros de energia (chakras) que cuidam do nosso ser físico, intelectual, emocional e espiritual.

 Os clarividentes podem vê-los facilmente no nosso duplo etérico, em cuja superfície aparecem sob forma de depressões semelhantes a pratinhos ou vórtices. Desse modo cada chakra assemelha-se a uma flor cujas pétalas estão em movimento constante e harmônico. Quando já totalmente desenvolvidos, assemelham-se a círculos de uns cinco centímetros de diâmetro, que brilham mortiçamente no homem comum, mas que, ao se excitarem vividamente, aumentam de tamanho e são vistos como refulgentes e coruscantes torvelinhos à maneira de diminutos sóis. Todas essas rodas giram incessantemente e pela boca aberta de cada uma delas flui continuamente a energia do mundo superior. Sem esse influxo de energia, não existiria o corpo físico.

 São ao mesmo tempo transmissores e transformadores de energia de corpo para o corpo, uma vez que seu mecanismo sincroniza as energias emocionais, mentais e etéricas. Eles aumentam ou reduzem a energia, ou moderam ou aceleram sua atividade, de um corpo para outro, de modo que a energia mais rápida do corpo emocional possa afetar a energia mais lenta do etérico, e vice-versa.
As cores, que variam de chakra para chakra, também reluzem de um modo que contribui para sua aparência de flor. Numa pessoa saudável, as formas dos chakras se encontram num belo equilíbrio simétrico e orgânico, em que todas as partes fluem em uníssono, num padrão rítmico. Seu movimento tem na verdade um caráter harmônico e musical, com ritmos que variam de acordo com as diferenças individuais de constituição e temperamento.

Portanto, os chakras atuam em todos os seres humanos. Nas pessoas pouco evoluídas seu movimento é lento, o estritamente necessário para formar o vórtice adequado ao influxo de energia. No homem bastante evoluído, refulgem e palpitam com vívida luz, de maneira que por eles passa uma quantidade muitíssimo maior de energia, e o indivíduo obtém como resultado o acréscimo de suas potências e faculdades.

Os principais chakras do corpo etérico estão alinhados ao longo de um eixo vertical, com os cinco chakras inferiores paralelos à medula espinhal, estendendo-se da base da coluna vertebral ao crânio, e os outros dois, um situado entre as sobrancelhas e o outro no alto da cabeça. Este último, o Chakra Coronário, é em geral maior do que os outros, sendo a sede dominante da consciência.
Os chakras variam de tamanho e brilho, que indicam talentos e habilidades especiais. O centro laríngeo e frontal de um cantor talentoso, por exemplo, é bem maior do que o normal, além de mais brilhante e mais luminoso, girando ainda com maior rapidez. 
Cada um dos centros possui ligações especiais com determinados órgãos do corpo, bem como com certos estados de consciência.

As glândulas endócrinas – projeções físicas de cada um dos sete chakras – são sustentadas pelos padrões de energia oriundos de cada um deles a que estão relacionadas.

Os chakras também revelam a ênfase fundamental do indivíduo – o foco do "Eu". Se uma pessoa se identifica basicamente com os sentimentos, os centros do coração e o do plexo solar serão mais ativos e proeminentes do que os outros. Um frontal muito brilhante indica um grau de integração pessoal; um coronário luminoso indica o desenvolvimento da consciência espiritual.

O fio da consciência que desperta está ligado ao núcleo do Chakra Coronário. Durante o sono esse fluxo de energia diminui, sendo reativado no momento do despertar. O fio da vida (Cordão de Sutratma) contudo, liga o Chakra Cardíaco ao coração físico, e essa ligação não se rompe durante a vida. Na ocasião da morte, o fio da consciência se retira do Chakra Coronário e o fio da vida se desliga do coração, sinalizando a desintegração de todos os outros chakras.

FUNÇÕES DOS CENTROS DE FORÇA:


CORONÁRIO: Órgão de ligação com o mundo espiritual; serve ao Espírito para influir sobre os demais centros de força; influi sobre o desenvolvimento mediúnico por sua ligação com a epífise (glândula pineal). A reativação dá continuidade de consciência no sono e nos desdobramentos. Cores básicas: Branco e dourado.

FRONTAL: Regula as atividades inteligentes; influi no desenvolvimento da vidência; tem ligações com a hipófise (glândula pituitária). Cores básicas: roxo, amarelo e azul.

LARÍNGEO: Regula as atividades ligadas ao uso da palavra; influi sobre a audição mediúnica. Cores básicas: prata e azul.

CARDÍACO: Regula as emoções e os sentimentos. A reativação expande os sentimentos; influi sobre a circulação do sangue e sua manipulação é delicada. Cores básicas: rosa e dourado brilhante.

BÁSICO: Na contenção deliberada, as forças que transitam por esse órgão se transformam, no cérebro, em energia intelectual. Estimula desejos, age sobre o sexo. Capta e distribui a força primária e serve para reativação dos demais centros. Essa reativação, se for feita assiduamente sobre o mesmo centro, aumenta a animalidade. Cores básicas: roxo e laranja forte.

GENÉSICO: Regula as atividades ligadas ao sexo, recebendo influência direta do Básico. A reativação aumenta a libido em grau imprevisível, podendo levar ao esgotamento e ao desequilíbrio, provocando muitas vezes vampirismo, sendo, portanto, desaconselhável a sua reativação.

ESPLÊNICO: Regula a circulação dos elementos vitais cósmicos que, após circularem, se eliminam pela pele, refletindo-se na aura; quanto mais intensa absorção, mais poderoso o magnetismo individual aplicável às curas. A reativação aumenta a captação dessas energias, a vitalidade nervosa e a normalidade circulatória sanguínea. Cores básicas: amarelo, roxo e verde.

GÁSTRICO: Regula a manipulação e a assimilação dos alimentos orgânicos; influi sobre as emoções e a sensibilidade, e sua apatia produz disfunções vegetativas. Cores básicas: roxo e verde.


Três Atitudes
Entendendo-se que o egoísmo e o orgulho são qualidades negativas na personalidade mediúnica, obscurecendo a palavra da Esfera Superior, e compreendendo-se que o bem é a condição inalienável para que a mensagem edificante seja transmitida sem mescla, examinemos essas três atitudes, em alguns dos quadros e circunstâncias da vida.
Na sociedade:
O egoísmo faz o que quer.
O orgulho faz como quer.
O bem faz quanto pode, acima das próprias obrigações.
No trabalho:
O egoísmo explora o que acha.
O orgulho oprime o que vê.
O bem produz incessantemente.
Na equipe:
O egoísmo atrai para si.
O orgulho pensa em si.
O bem serve a todos.
Na amizade:
O egoísmo utiliza situações.
O orgulho clama por privilégios.
O bem renuncia ao bem próprio.
Na fé:
O egoísmo aparenta.
O orgulho reclama.
O bem ouve.
Na responsabilidade:
O egoísmo foge.
O orgulho tiraniza.
O bem colabora.
Na dor alheia:
O egoísmo esquece.
O orgulho condena.
O bem ampara.
No estudo:
O egoísmo finge que sabe.
O orgulhoso não busca saber.
O bem aprende sempre, para realizar o melhor.
Médiuns, a orientação da Doutrina Espírita é sempre clara.
O egoísmo e o orgulho são dois corredores sombrios, inclinando-nos, em toda parte, ao vício e à delinquência, em angustiantes processos obsessivos, e só o bem é capaz de filtrar com lealdade a Inspiração Divina, mas para isso, é indispensável não apenas admirá-lo e divulgá-lo; acima de tudo, é preciso querê-lo e praticá-lo com todas as forças do coração.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Seara dos Médiuns. Ditado pelo Espírito Emmanuel.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

À semelhança da aranha, estamos presos à própria teia das criações mentais a que damos origem. Daí afirmar Emmanuel: Nossos pensamentos são paredes em que nos enclausuramos ou asas com que progredimos na ascese.

Dieta comportamental

Rogério Coelho

“A Educação e a oração, constituem o equilibrado cardápio de luz que alimenta e plenifica o Espírito.” – François C. Liran

Somos, ao mesmo tempo, receptores e emissores de energia. Lançamos ao nosso derredor forças criativas ou destrutivas, agradáveis ou desagradáveis.
À semelhança da aranha, estamos presos à própria teia das criações mentais a que damos origem. Daí afirmar Emmanuel:

Nossos pensamentos são paredes em que nos enclausuramos ou asas com que progredimos na ascese. (Conjunto de exercícios praticados tendo em vista um aperfeiçoamento espiritual).
Já dizia Jesus: “Onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”, portanto, movemo-nos ao talante do nosso arbítrio íntimo. Destarte, só lograremos atingir o desiderato assinado pelo Pai a todas as criaturas, isto é, a perfeição e felicidade sem mescla, se conseguirmos nos elevar, com todos os elementos de nossa órbita, aos alcandorados sítios da Espiritualidade superior. Alteiam-se, aí, dois propulsores da ascese: a oração e a educação. Enquanto a oração nos dá o norte, a direção, portanto, a esperança, conectando-nos com os mananciais superiores da inspiração, a educação ensejará a difícil lapidação das arestas da intimidade psíquica, facultando ao Espírito em evolução a obediência, a resignação, a confiança e a perseverança que o auxiliarão a seguir, sem desvios – intimorato e intemerato – o roteiro esboçado pelo Mais Alto.
A prece [adenda Emmanuel] traduzindo aspiração ardente de subida espiritual, através do conhecimento e da virtude, é a força que ilumina o ideal e santifica o trabalho. [...] o culto à prece é marcha decisiva.
A educação [diz Joanna de Ângelis] é o processo de adaptação aos superiores degraus da Vida espiritual para onde se segue.
Por ancestral atavismo – remanescente da longa demora nos abissais sítios do instinto ainda estamos “encharcados” das induções primárias. Faz-se, pois, mister efetuar ingentes esforços para nos desembaraçarmos das teias vigorosas desses impulsos menos felizes, para que o crescimento em Espiritualidade venha a ser o corolário natural dessas batalhas íntimas.
A educação como ciência e arte de vida

À Educação está entregue a grave e árdua tarefa de desenvolver as tendências positivas ínsitas no Espírito e corrigir as inclinações malsãs que deságuam em quedas de vária ordem. Após milenares períodos de experiências palingenésicas, a própria vida tornou-se uma Escola de Reciclagem, onde – de observação em observação – o Espírito aprende a discernir o que é melhor ou pior para si mesmo, auxiliando-o no estabelecimento de um quadro de valores, de que se pode utilizar para a tranquilidade interior. Como ninguém é uma ilha, o isolacionismo não realiza criatura nenhuma. A sociedade se torna, então, educadora por excelência, ao oferecer as suas características gregárias. Por tudo isso, assiste toda razão a um “Espírito Amigo” ao afirmar:

O Evangelho é, quiçá, dos mais respeitáveis repositórios metodológicos de educação e da maior expressão de filosofia educacional. Não se limitando os seus ensinos a um breve período da Vida e sim prevendo-lhe a totalidade, propõe uma dieta comportamental sem os pieguismos nem os rigores exagerados que defluem do próprio conteúdo do ensino.

Quando os mecanismos da educação falecem, não permanece o aprendiz da Vida sem o concurso da evolução, que surge como dispositivo de dor, emulando-o ao crescimento com que se libertará da situação conflitante, afligente, corrigindo-o e facultando-lhe adquirir as experiências mais elevadas.

Os hábitos que se arraigam no corpo, procedentes do Espírito como lampejos e condicionamentos, retornam e se fixam como necessidades, sejam de qual expressão for, constituindo uma outra natureza nos refolhos do ser, a responder como liberdade ou escravidão, de acordo com a qualidade intrínseca de que se constituem.

Imperioso, portanto, conforme propôs Jesus, que se faça a paz com o “adversário enquanto se está no caminho com ele” , vez que, amanhã, talvez seja muito tarde e bem mais difícil alcançá-lo. O mesmo axioma se pode aplicar à tarefa da educação: agora, enquanto é possível, moldar- -se o eu, antes que os hábitos e as acomodações perniciosas impeçam a tomada de posição, que é o passo inicial para o deslanchar sem reversão.

Neste mundo de escarcéus, onde as procelas físicas e morais tendem a fazer malograr os esforços sintonizados com as faixas do bem, aprendamos a orar e a valorizar a educação, tendo ambas – oração e educação – como bagagens indispensáveis que deverão sempre nos acompanhar, conduzindo-nos com segurança através das veredas marcadas por aquele que é “o caminho, e a verdade, e a vida”. (João, 14:6.) Daí, inspiradamente, versar Auta de Souza:

Todo anseio da crença acalma
as dores,
Toda prece é uma luz para
quem chora,
A oração é o caminho cor de
aurora
Para o sonho dos pobres
pecadores!...

Fonte: revista o Reformador de Junho 2011

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Mas será que existe alma Gêmea? Será que o homem não busca apenas uma forma de sanar a sua carência afetiva?


Conta um mito grego que no início os seres humanos não eram como hoje. Eles possuíam duas cabeças, quatro pernas e quatro braços, eram dois seres em um só corpo. Uma das metades era feminina e a outra era masculina, e por conta da sua desobediência e injustiça ao deus maior do Olimpo ele foram cortados ao meio e até hoje procuram a sua outra metade sem ter conseguido jamais encontra-la.
Segundo esse mito, é por isso que homens e mulheres vagueiam infelizes, em busca da sua metade perdida sem jamais encontrar a certa.
O mito se perdeu com o tempo, mas, a ideia de o homem ser incompleto não, e, isso perdura até os dias atuais. E talvez seja por isso que o homem busca incansavelmente pela sua alma gêmea.
Mas será que existe alma gêmea?
Será que o homem não busca apenas uma forma de sanar a sua carência afetiva?
Embora isso possa parecer uma incógnita a verdade é que o homem em geral deseja sim encontrar a sua outra metade. Parece que sem a sua outra metade ele é incompleto e, busca em outro ser se completar para que juntas as metades formem um só ser; o que ao refletirmos um pouco percebemos ser isso impossível haja vista que somos individualidades.
Precisamos uns dos outros sim, porque somos gregários e vivemos em sociedade. Temos uma família que é constituída e perpetuada através da união entre um homem e uma mulher. Mas, para progredirmos, tanto, intelectualmente quanto espiritualmente, não dependemos do outro.
Temos níveis intelectuais e morais diferenciados. Conquistamos nossas virtudes e nossa felicidade sozinhos, não dependemos dessa outra metade para essas conquistas.
Encontramos sim em nossos cônjuges muitas coisas em comum a nós, mas também muitas  diferenças, e isso, nos faz crescer enquanto individualidades e não porque eles são a parte que nos faltava.
Normalmente achamos que aquela pessoa que amamos é perfeita para nós enquanto corresponde às nossas “carências”, e, no momento que reconhecemos que não é a pessoa que nos completa, partimos para outra e mais outra, e aí, a fusão já virou confusão.
Quando convivemos com a pessoa que temos afinidade, algo em comum e desejamos tê-la para sempre ao nosso lado, geralmente queremos que ela seja sempre como nós gostamos, e assim, acabamos por ignorar, ou melhor, violentar a sua individualidade. Ignoramos assim, que o respeito e a aceitação do outro como ele é será a garantia de um bom relacionamento.
Se fizermos isso perceberemos que a relação entre dois inteiros fica melhor do que a relação entre duas metades que nunca saberemos se é a certa.
Perceberemos que as diferenças de dois inteiros darão possibilidades de relações saudáveis na vida a dois, caso contrário, não precisaríamos da união entre dois indivíduos. Não precisamos transformar dois em um só, pelo simples fato de que o crescimento é individual.
De outra forma, só poderíamos progredir se a outra parte progredisse também. E se a outra metade não almejasse se aperfeiçoar, como seria?
Se a pessoa com quem construímos um lar não for exatamente o que esperávamos, lembremos que foi com ela que escolhemos viver e aparar algumas arestas, e que neste mundo, não existe ninguém perfeito, que a busca pelo ser perfeito, que a busca pelo ser perfeito será em vão, porque se houvesse alguém perfeito, este estaria em busca de outro ser perfeito que não somos nós. Programamos nossas vidas antes mesmo de nascermos. Sendo assim, temos conosco quem precisamos ter e não quem gostaríamos de ter.
Se amarmos quem temos ao nosso lado talvez consigamos encontrar a tão sonhada felicidade.
Não espere o amanhã para dizer que amas.
Amanhã pode ser tarde demais.
Públio Lentulus perdeu a oportunidade de dizer a Lívia o quanto a amava. Ele compôs a letra Alma Gêmea e Lívia fez a música e o presenteou.

 Letra de Emmanuel, psicografada por Chico Xavier,
do livro "Há 2000 Anos".

Alma gêmea de minh'alma
Flor de luz da minha vida
Sublime estrela caída
Das belezas da amplidão

Quando eu errava no mundo
Triste e só no meu caminho
Chegaste devagarinho
E encheste-me o coração

Vinhas nas bênçãos dos deuses
Na divina claridade
Tecer-me a felicidade
Em sorrisos de esplendor

És meu tesouro infinito
Juro-te eterna aliança
Porque eu sou tua esperança
Como és todo meu amor

Alma gêmea de minh'alma
Se eu te perder algum dia
Serei a escura agonia
Da saudade dos teus véus

Se um dia me abandonares
Luz terna dos meus amores
Hei de esperar-te entre as flores
Das claridades dos céus